11 de maio de 2011

The Wall


E quando a gente não sabe pra onde ir?

Esse muro é gelado e alto. Está escuro e dos dois lados estão meus maiores medos. De um lado o mar. Gelado e profundo, a névoa o envolvendo não me deixando ver seu fim. Do outro: o escuro e só. Frio e misterioso, uma noite sem fim.
Não sei nadar e tenho escotofobia*, mas além desses medos naturais, também tem o medo do desconhecido. Esse é o pior de todos. E é esse medo que me prende aqui em cima, me impedindo de pender pra um dos lados e seguir em frente. Claro que uma hora vou ter de enfrentar um deles, mas a indecisão de qual seria o menos pior também me consome. Sinto como se já fizesse parte desse muro, fria e sem sentidos. Estática.
Por não saber o que vai acontecer lá na frente, é difícil dar o primeiro passo. E esse passo pode mudar todo o percurso que farei.

Vez ou outra sinto uma brisa quente que me arrepia até os ossos, o meu corpo acostumado com o frio começou a inverter as sensações. E dessa brisa quente me vem a esperança de que uma hora ou outra, uma luz de um farol distante ou o amanhecer desse inverno sem fim, vão poder me guiar pelo lado certo...

...Enquanto a luz não aparece e o sol não vem iluminar minhas ideias, fico aqui nesse muro. às vezes andando de um lado pro outro, me equilibrando, às vezes só balançando as pernas e às vezes faço acrobacias e saltos "mortais" pra passar o tempo. Como numa trave olímpica.



* Medo de escuro, sim e daí?



Um beijo ♥
© Pieguices Aleatórias
Maira Gall