28 de janeiro de 2013

Meu canto

Chega um determinado momento na vida da gente em que parece que tudo fica pequeno. A gaveta de tranqueiras no criado mudo, a penteadeira e mais as gavetas dela, os sapatos metade espalhados e metade arrumados, a estante de livros imaginária porque estes estão cada um num canto, o box do banheiro... E assim vai. Aí você percebe também, que não cabe mais nesse espaço chamado de casa. Tipo síndrome de Alice comendo o cogumelo, sabe? Muito grande em um espaço muito pequeno. Talvez seja esse o ponto, em que percebemos que viramos adultos e nosso fardo é muito grande pra deixá-lo espremido em uma casa com mais 3 fardos como esse. A casa dos pais.
É, chegou a hora de procurar um canto. Um canto só meu e que caiba todas as minhas tranqueiras e bagunças. Que caiba o meu amor e a nossa felicidade também. Que caibam os meus livros, discos, caderninhos e lápis de cor. Aquele canto que tem a nossa cara, por mais desarrumado que esteja, as coisas estrategicamente posicionadas fora do lugar... ali tem um pouquinho da nossa personalidade.
Por enquanto a ideia do cantinho próprio ainda é pequena, e fora do meu alcance. Mas com paciência e foco não vai demorar muito pra sair do papel.


Um beijo ♥

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